Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

As doenças humanas

  

“Somos gratos por todas as dificuldades, pela doença, penúria, confusão, por todas as agruras e pela guerra. É graças a elas que aprendemos a nossa própria ignorância, incapacidade e dependência. É graças a elas que nos fortalecemos e desenvolvemos a nossa liberdade. Todas as dificuldades são provocadas, não por factores externos, mas por nós próprios. Enfrentemos com prazer todas as dificuldades e convertamo-las em felicidade.”

 

Nós, seres humanos constituímos uma parte do meio ambiente e porque mudamos de acordo com a sua mudança, estamos por nascença em harmonia com qualquer circunstância e por isso não deveriam existir dificuldades, nomeadamente a luta pela sobrevivência e pela continuação da sua própria vida.

Porque razão sofremos de várias espécies de doença? Porque razão nos debatemos com inúmeras dificuldades?

Estas dificuldades surgem da nossa ignorância daquilo que realmente somos, do que é a vida e da ordem do universo. Podemos ter ganho o fruto da árvore do conhecimento, mas não ganhamos o fruto da árvore da vida. No que diz respeito aos problemas da vida somos todos ignorantes.

Será que na nossa busca incessante da felicidade, não teremos olhado na direcção errada? Todo o conhecimento e riquezas adquiridas, a nossa sociedade organizada, o nosso alto nível de instrução, os nossos métodos modernos…. E no entanto, todos nós estamos cheios de medo, ansiedade, inquietação, depressão e rodeados de doença e violência, cupidez e ódio, preconceitos e inseguranças.

 

Gostei do texto que li:

 

O imperador amarelo, dirigiu-se uma vez a Tien Shieh, o mestre divinal inspirado: “ouvi dizer que nos tempos antigos as pessoas viviam até terem mais de um século e mesmo assim permaneciam activas e não se tornavam decrépitas nas suas actividades. Hoje em dia, porém, as pessoas só vivem metade da sua idade e contudo tornam-se decrépitas e débeis. E porque o mundo muda de geração em geração? Ou será a espécie Humana se está a tornar negligente?

Ele respondeu: “ Nos tempos antigos, aquelas pessoas que compreendiam o Tão ( a via de auto cultivação/desenvolvimento) moldavam-se segundo o yin e o yan ( os dois princípios da natureza) e viviam em harmonia com as artes da divinação. Havia temperança no comer e no beber. As suas horas de levantar e recolher eram regulares e não desordenadas e bárbaras. Graças a isso, os antigos conservavam os seus corpos unidos ás suas almas, de modo a cumprirem o período de vida que lhes havia sido destinado, até cem anos antes de falecerem”.

(o clássico da medicina Interna do imperador Amarelo)

 

Então a nossa saúde deveria satisfazer as seguintes condições:

- Nunca sentirmos fadiga. Nunca deveríamos sentirmo-nos cansados da nossa vida no dia-a-dia. Deveríamos ser capazes de nos adaptar ás dificuldades que deparamos.

- Termos um bom apetite por tudo aquilo que encontramos. Apetite de comida, sexual, de actividade, de conhecimentos, de trabalho, de experiências, de saúde, liberdade e felicidade.

- Termos bom sono, dormir profundamente por pouco tempo.

- Termos boa memória, pois ela é a mãe do nosso discernimento.

- Nunca nos zangarmos, pois se vivermos em Harmonia com o nosso meio ambiente, não há razão para nos zangarmos. No oriente ira representa a mente de um escravo, ou então de doença grave do fígado.

- Sermos alegres e atentos

- Termos um apreço sem limites

 

Todas as doenças físicas mentais e espirituais têm origem na nossa vida quotidiana. Elas podem classificar-se em duas categorias: de ajustamento (surgem como sintomas agudos e desaparecem após termos restabelecido a harmonia da nossa relação com o ambiente) e de degeneração (aparecem sobre a forma de sofrimento crónico).

 

publicado por silvia às 01:36
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